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Lembro bem

April 16, 2019


Lembro bem quando ganhei o primeiro salário de estagiária. Eram seiscentos reais e na época ainda morava na casa dos meus pais, sem precisar pagar as contas e podia direcionar todo o meu dinheiro para as minhas “brusinhas”. Lembro, também, de quando viajava e esperava a hora das compras como a “melhor parte do dia"! Lembro que olhava para armário lotado, mas enxergava um certo vazio. Lembro de viver assim por um tempo e tudo bem. 
Lembro também que olhava para minhas sete portas de armário, 40 pares de óculos, mais de 50 de sapatos, e que aquilo não fazia mais sentido pra mim. Veio a ideia do bazar, de fazer a energia girar e doar. Lembro que a primeira experiência veio junto com uma dor, pois foi difícil me desfazer de certas coisas. Apego! Falsas crenças de que um dia eu iria usa-las ou de que eu poderia precisar de alguma delas. Para o quê mesmo??? Até hoje eu não sei... Lembro quando, no segundo bazar, realizei que a “dor” do apego foi substituída pelo prazer de ver alguém dando utilidade para uma peça que não fazia mais sentido. Pude perceber que a felicidade me preenchia muito mais do que a sensação de ter um armário cheio de roupas intactas. 
Lembro de todos os bazares e doações que se seguiram por esses últimos dois anos, de fazer uma mudança em duas horas - propositalmente - para não ter tempo de pensar e de pegar somente o necessário. 
Reduzi, me preenchi. Lembro de realizar que as horas no shopping já não tem a menor graça comparado a conversas longas , visitas a lugares novos ou noites de vinhos jogada no sofá. Hoje me preocupo mais em viver do que possuir. Comprar e ter fazem parte da nossa vida, mas não vivo mais em função de nenhuma delas. O apego ainda existe, mas já não me sinto refém. Tenho vontades e desejos por coisas materiais, mas sou capaz de prioriza-las. Por fim, lembro, a cada dia, que quanto menos preciso, mais livre sou e que não existe certo ou errado. Existe a busca de cada um. 
#embuscadanossamelhorversão 
Love love love, Lu.

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